
domingo, 20 de dezembro de 2009
2010

terça-feira, 18 de agosto de 2009
No começo

Ao dividir este mercado em pedaços, podem ser atingidos os objetivos traçados nas estratégias de Marketing, entregar o produto perfeito para o cliente ou consumidor certo, da forma que ele sempre esperou e com algo a mais do que o esperado, mas para que tudo isso dê certo é necessário estudar muito bem quais os pontos a serem atacados, qual a capacidade da sua empresa atingir aquele público-alvo e as chances do produto estar adequado ao tempo e desejos dos consumidores.
Com os novos pequenos grupos, criados pela Segmentação, atendem-se números relativamente pequenos de consumidores, quando comparados ao mercado total disponível para todas as organizações, estruturando e focando exatamente os objetivos, quais são as melhores maneiras de trazer novos consumidores e manter os que já são consumidores declarados dos produtos e criar ainda mais "novidades", atraindo-os e encantando-os ainda mais do que seus concorrentes no mercado.
O tamanho da empresa não vai influenciar diretamente no seu poder de atingir muitos mercados, trazer mais consumidores e atender a todas as necessidades, pois cada empresa adapta-se ao planejamento elaborado e atinge primeiramente o que está definido, sempre embasando-se em pesquisas elaboradas da forma correta e que dão a oportunidade do Marketing entender o que está dentro da cabeça do consumidor, seus sonhos são praticamente contados e os desejos são atendidos quando uma pesquisa é elaborada de forma a não deixar nenhuma brecha ou detalhe escapar aos olhos da empresa.
As organizações devem procurar atingir inúmeros públicos-alvo, mas cada campanha gerada pelo Marketing deve conhecer o terreno que atua, suas particularidades e como ganhar a preferência, ter mais consumidores que seus concorrentes e manter aqueles que realmente são defensores dos produtos e Marcas da empresa, deve haver uma relação muito próxima entre o Marketing e o público-alvo, coletar dados e pesquisar o que há na mente do consumidor exige dedicação e pode levar tempo, mas é claramente vantajoso para qualquer empresa que saiba da importância do consumidor no mercado e que todas as suas ações são tomadas com relação ao mercado que atuam, aplicando conceitos sobre a elaboração de estratégias que visam dar ao mercado-alvo os produtos perfeitos.
Os consumidores são, até certo ponto, "similares", possuem desejos e necessidades a serem atendidas, por isso a Segmentação é tão importante, definir o rosto do consumidor que irá comprar os produtos é unir toda a empresa em esforços e objetivos comuns, com uma base sólida e com poucas chances de erro, desde que conheça exatamente seus consumidores e façam valer todos os estudos realizados para elaborar as estratégias, começando pela escolha do mercado-alvo passando por pontos como a Propaganda, Logística, Canais etc.
O mercado é gigantesco, suas possibilidades são imensas, mas nem todos os consumidores estão disponíveis para todas as empresas, mas pegar um determinado bloco de consumidores é uma saída estratégica usada quando o Marketing realmente funciona e todos os departamentos colaboram para que o foco seja mantido, os produtos e serviços aperfeiçoados e, além disso, que seus consumidores tenham satisfação em comprar os produtos, defendendo a empresa como se fosse sua e levando na mente a idéia de comprar novamente o produto que ele sonhou por muito tempo e que alguém tratou de "adivinhar" este desejo não revelado.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
A alma do negócio

Percebemos que os anos vão passando mais os conceitos se modificam, se aperfeiçoam, mas a verdade é que certas regras ainda são sempre atuais. A Sadia e a Perdigão se juntaram criando uma nova empresa: a Brasil Foods (BRF), sendo hoje a terceira maior exportadora do Brasil , atrás apenas da Vale e Petrobrás. A união já faz da BRF a maior produtora e exportadora mundial de carne de frango, uma das principais processadoras de carne de porco e a maior abastecedora de alimentos industrializados no país. A previsão de faturamento anual da companhia é de R$ 22 bilhões. São números grandiosos. Esta negociação durou quase 10 anos. Pelo tamanho do negócio o segredo foi sem dúvida decisivo , no sentido de preservar duas marcas consolidadas, mas de evitar qualquer conflito mercadológico, com impacto direto sobre o resultado, e por que não dizer no bolso de seus acionistas.
Hoje temos uma sociedade onde há abundância de informação. Quanto mais informação se der sobre o nosso negócio, mais hipóteses ele tem de ser sucedido. A premissa nesta ótica é cega, não havendo praticamente segredos. Ora, os preços são conhecidos de todos. As estratégias são parecidas, o mercado é global, instantâneo e encontra-se à distância de um clique, que é distância zero e é igual para todos. Agora, tratando-se de fusão, compra, venda ou qualquer outra ação de impacto direto numa organização todo cuidado é pouco.
Fusões , aquisições e união de empresas tem sempre o objetivo de entrar em novos mercado, reforçar sua posição em mercados existentes e/ou para diversificar ou integrar uma posição verticalmente, ou seja, atrair novos consumidores, melhorar resultado geral agregando valor para o negócio.
A Maçonaria é uma instituição ancestral e que preza a tradição. Mas, como todas as instituições ancestrais bem sucedidas, sabe preservar a tradição, adaptando os seus usos e costumes ao evoluir no tempo e dentro da sociedade. Mas, o segredo marçonico é uma marca evidente na manutenção como instituição e bastante copiada no mundo dos negócios.
As vezes a ficção se confunde com a verdade, pois espionagem industrial existe , não é filme de James Bond, e sim, vida real. Hoje, com as facilidades de acesso e a pluraridade na comunicação temos que manter a relação entre o que planejamos, realidade e mercado com cuidado , pois qualquer informação que chega de forma turbulenta, sem ampla discussão entre os envolvidos, automaticamente reflete, nas pessoas, nos fornecedores, no clima organizacional, no bolso, enfim, em todos os envolvidos e nos processos.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Sou Ronaldo. Prazer em conhecer.

O futebol nesta última semana nos trouxe muitas alegrias. Foram muitos títulos disputados e muitas conquistas. O futebol baiano tem uma liderança absoluta do Vitória, consagrado pela melhor estrutura, fruto de um bom planejamento. Aos tricolores baianos resta fazer um benchmarking no que foi feito no Vitória e ter muita paciência e aguardar um novo ciclo de sucesso. Agora, e o Corinthians? Meu filho, João Pedro é rubro negro como eu, mas sua paixão é pelo timão. O que leva estes garotos a seguirem este bando de loucos? Ah, sem dúvida: a paixão.
A paixão começou quando contei a história da camisa oficial de Rivelino que ganhei de presente, de um tio meu, na minha infância. Isto foi um elemento motivador, mas hoje o Corinthians é um vencedor. Exemplo de superação interna, por tudo que passou nos últimos anos, como sua ida a segunda divisão, e o retorno triunfal no ano seguinte com campeão. Titulo a mais na sua história.
E Ronaldo? É parceiro...O fenômeno trouxe muitas indagações. Gordo? Travequista juramentado? Boêmio? É parceiro... Prazer em conhecer, pois Ronaldo, depois de Rivelino e Sócrates escreveu seu nome na história do Corinthians, pois foi exemplo de superação e muita automotivação. Este é o nosso foco. Vamos lá.
Após fazermos uma análise percebemos que às vezes as frustrações que passamos podem ser um elemento importante para o crescimento pessoal e profissional, pois nada como porrada da policia: tomou, não há mais como retirar a dor. É doloroso, mas é aprendizado.
Quando pensamos no que desejamos ser e o que pretendemos, nós imaginamos, também, nosso conceito de missão em relação a nossos amigos, nossa família e nossa carreira. Isto tudo faz irradiar uma impressão de caráter prático sobre nossa mente dando alegria e otimismo no caminho a percorrer.
O presente é fazer hoje o que queremos construir e usufruir amanhã. Criar motivos para nos motivarmos continuamente. Atitudes positivas em diversas frentes ajudam a equilibrar nossa mente em momentos tensos onde um problema parece sobrepor ao outro.
É parceiro, por isso, Ronaldo é ídolo dessa garotada, pois conseguiu unir os elementos necessários para amenizar a dor e seguir sua carreira, muitas vezes caindo , mas sempre se levantando, pois as vezes a melhor ajuda que conseguimos obter é um bom e firme empurrão. Prazer em conhecer, sou Ronaldo.sexta-feira, 24 de abril de 2009
Ser líder é ser competitivo. E se todos forem?

Estudamos que o marketing parte da premissa de que se deve definir o público-alvo e descobrir o que esses consumidores querem e daí satisfazer suas necessidades e desejos da melhor forma possível. Tudo bem, você já deve ter ouvido falar a respeito, porém há um outro pensamento que é bem diferente desse. Muitas pessoas viveram em um período sem automóveis, televisão, geladeira, motocicleta, aparelho de som, cinema, ar condicionado, aviões, computadores e outros objetos e serviços de uso constante na sociedade atual. Mas será que tudo isso fez ou faz falta? Ninguém sente falta do que não conhece e nunca viu e se não viu não sabe se quer. É nesta idéia que trabalham os mais bem sucedidos profissionais do mundo, de que o cliente não sabe o que quer, é tarefa do marketing criar necessidades e desejos.
Os consumidores estão mais exigentes, portanto, estão vivendo num momento de extrema competição, onde vencerá aquele que tiver um produto de qualidade, agregando serviços a ele além de um excelente atendimento e antecipar-se ao mercado, OK? Absolutamente não. Primeiro quem não tiver um produto de qualidade já está fora do "jogo", qualidade já foi diferencial, hoje é condição de competição. O que vai ser decisivo para um cliente levar o seu produto ou o do concorrente é a maneira como ele o verá, o perceberá; ao seu produto deverá vir embutido explícito ou implicitamente um benefício, sendo capaz de provocar os sentidos naturais, suscitar emoções e produzir experiências inesquecíveis e isso tem pouco a ver com o marketing tradicional de características e benefícios. Logo depois vem a segunda parte - e talvez seja o mais difícil, porém um dos mais prazerosos trabalhos - que é a conquista da fidelidade do cliente, uma atividade essencialmente constante.
Ora, em mercados competitivos as empresas que estão em busca dessa fidelização podem pensar, planejar e agir , seguindo princípios parecidos. Facetas do mundo globalizado. Então , sentamos e choramos? Precisamos pensar em estratégias diferenciadas, ou melhor, precisamos ser diferentes. Diferentes em tudo. Olha não pense que isto não existe, pois entrei numa loja de conveniências de posto de gasolina e fui atendido por Jaciara. Olha, além de simpática, educada e muito bem treinada, ela me deu a sensação de que tudo pode ser diferente. Criou o ambiente de abordagem, cumprimentou-me, falou das promoções, percebeu que eu não bebia, e gostava de chá gelado, isto tudo anexou ao seu pensamento apenas com sua percepção, me observando. Como disse um grande professor: “Crie, conquiste, domine” (Philip Kotler). Seja líder , seja competitivo, mas seja diferente.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
GRP: uma ferramenta de aferição de esforço de comunicação

Um comercial é veiculado durante uma semana, quatro vezes, em uma novela com 60 pontos de audiência e duas vezes em um jornal com 55 pontos de audiência. Para calcular a quantidade ou volume de GRP dessa programação, basta somar as audiências de todas as inserções. Isto é: quatro inserções na novela com 60 pontos de audiência representam 240 GRP. Mais duas inserções no jornal com 55 pontos de audiência significam 110 GRP. Assim, temos 240 GRP mais 110 GRP, que totalizam 350 GRP.
Um plano com 550 GRPs é mais forte, ou seja, gera mais impacto do que um plano com 350 GRPs. Se um produto necessita de um grande impacto inicial, deve-se optar por um início de veiculação forte, maior quantidade de GRPs nas primeiras semanas, sendo reduzida no decorrer da campanha. Desta forma, deve-se ampliar o número de inserções para atingir um público maior de domicílios, isto se chama cobertura.
Um plano de comunicação eficaz passa pela análise de publico alvo, tentando mapear da melhor maneira possível os pontos de afinidade e priorizar os investimentos. Claro, os pontos de audiência são um sinalizador de raio de ação, por isso as estratégias precisam ter um cruzamento com sua audiência bruta, O GRP. Mais nem sempre quantidade é sinônimo de eficácia, pois duas programações com o mesmo volume de GRP podem não representar o mesmo resultado para o anunciante. É possível perceber isso ao analisar um exemplo bastante simples: Se um anunciante faz uma inserção de seu comercial em um programa com 50 pontos de audiência ou duas inserções em um programa com 25 pontos de audiência, ele tem o mesmo volume de GRP, ou seja, 50 GRP. A diferença é que, no primeiro caso, 50% das pessoas terão visto uma vez o seu comercial. No segundo, considerando um público cativo, 25% das pessoas terão visto duas vezes o comercial. Isto pode ajudar no processo de fixação de marca.
Percebemos então a importância de entendermos bem estes conceitos para encontramos alternativas de veiculação que levem em conta a quantidade de comunicação que você está comprando e o seu resultado diante do mercado consumidor.
sexta-feira, 27 de março de 2009
A magia de negociar com sabedoria

Para influenciar pessoas é preciso autoconhecimento. O quanto você se conhece? Emoções demasiadamente afloradas pode ajudar, ser um diferencial ,mas também pode passar uma idéia de desequilíbrio. Lembre-se: toda negociação tem no mínimo duas partes envolvidas.
“Quem não se comunica se trombica”, bradava em alto som o velho Guerreiro , o Chacrinha, sem dúvida, a comunicação é essencial. Não é possível negociar sem uma comunicação eficaz. Outro ponto importantíssimo é o relacionamento entre as partes. Elas se vêem como inimigas ou estão trabalhando conjuntamente para resolver um problema? A negociação será melhor se ambas as partes acreditarem que buscam resolver uma preocupação comum e devem descobrir como lidar com suas diferenças. Outro elemento que deve ser levado em consideração é o interesse. Independentemente de cultura, idade, raça, cor, religião, as pessoas têm seus próprios interesses - sucesso, aceitação, dinheiro, terras, segurança. Eles variam em função das circunstâncias, e para negociar é preciso descobrir qual é o real interesse da outra parte. Para chegar a um acordo, deve-se proporcionar algo que desperte o interesse do outro sem prejudicar o seu interesse. Este é o contexto geral. Agora temos os detalhes, a perfumaria.
É preciso distinguir o relevante ou não no processo de negociar, ajudando a administrar o tempo. Assim, é preciso conhecer bem do seu negócio para oferecer os benefícios certos e as soluções desejadas pelas partes envolvidas. É preciso ser franco e persuasivo sem usar coerção. Isto faz com que seus pontos de vista sejam apresentados, respeitando os interesses do outro lado. Muita criatividade nesta hora ajuda muito. Um redator de publicidade passa horas escrevendo frases curtas e registrando, exercitando a criatividade. Por isso, busque informações sobre seu “adversário”, tente entender o seu perfil de comportamento, isto te ajudará no entendimento de seus desejos, bem como da sua conduta.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Shopping Iguatemi:Imagem corporativa negativa

Desde a antiguidade as marcas sugiram para promover mercadorias. As populações em sua maioria analfabetas tinham nos símbolos, selos e siglas a oportunidade de identificar onde ficavam as lojas de calçados, os açougues, as casas de vinho e outros. Enfim, surgiam às marcas. Com a evolução do comércio, na Idade Média surgiram as corporações de oficio que começavam a ter necessidades de criar suas marcas de comércio para identificar seus produtos, evitando falsificações, bem como controlar a qualidade dos produtos produzidos. As marcas passam a ter mais funções, tornam-se instrumentos de vinculo entre o produtor e o consumidor. No século XIX , as marcas ampliam seu conceito para serem também marcas de comércio e indústria , face aos avanços da Revolução Industrial. A partir deste momento as agências de publicidade da época começam a sorrir. Novas oportunidades de conceituar marketing surgem. Observamos que construir uma marca leva tempo e recursos.
Precisamos estar atentos e fortes aos efeitos positivos e negativos que as marcas, mas precisamente, na identidade que o consumidor absorve ao ver uma . No Iguatemi ficou uma identificação aos fatos de descaso e omissão, pois a mídia estampa em primeiro lugar a marca de maior intensidade, o Shopping Iguatemi, para em seguida as marcas secundárias, ou seja, dos restaurantes. Nesta situação, os pequenos empreendimentos sofrem menos, até porque tem marcas pouco consolidadas, mas os grandes não.
Assim, resta ao Shopping Iguatemi ficar de olho , pois para o Estado punir através de multas é uma rotina relativamente fácil. Saúde pública é coisa séria, abate com grande intensidade, principalmente, a consumidores informados. Este é o nosso papel, sugiro de vez em quando visitarmos as cozinhas dos restaurantes que freqüentamos. Já o Iguatemi, sugiro ampliar o foco da segurança patrimonial interna , para somar nas áreas de fiscalização sanitária, nutricional e de higiene de seus lojistas. Os consumidores agradecem.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Consumismo: Ter para Ser, ou Ser para Ter?
Por Denise Mendonça de Melo
Todas as pessoas precisam consumir a fim de satisfazer suas necessidades básicas para a sobrevivência. O consumo apresenta-se como atividade natural e saudável, quando praticado de forma consciente e dentro do necessário, sendo assim indispensável. Até então, nenhuma novidade. O fato é que esta aquisição de bens vem, de longa data, sendo feita de maneira desenfreada pelos diversos segmentos da sociedade a ponto de abalar as estruturas financeiras das pessoas.
O sujeito, tentando se estruturar como um ser completo, mesmo que momentaneamente, usa o recurso das compras para aliviar seus conflitos. Tal comportamento desvirtua o pensamento do indivíduo que se confunde com as noções de ter e ser. Desta forma, percebe-se uma banalização da experiência humana que vem se caracterizar, dentre outras formas de atuação, pelo comportamento consumista irracional. Acredita-se que quanto menos o sujeito se percebe como tal, não se estruturando na base do ser, mais ele precisa ter, comprar, sentir-se dono de algo concreto, palpável, então menos ele consegue ser, transformando essa questão em um círculo vicioso.
O ser humano, eterno insatisfeito por excelência, apresenta-se sempre com uma vontade a ser saciada, enquanto isso não acontece, o descontentamento é inevitável, então, quando o desejo é satisfeito, a vontade cessa por pouco tempo dando lugar a uma outra vontade. Dessa maneira o sujeito tende a uma satisfação superficial e imediata de seus conflitos interiores que se apresentam sintomaticamente através do consumismo. Quando o indivíduo é consciente desta dinâmica, mas não consegue viver de outra forma, acredita-se que o seu desconforto seja bem maior.
Aos olhos da Psicanálise a pessoa apresenta-se como sujeito desejante e cheio de necessidades originadas das mais diversas etapas da vida, muitas derivadas de experiências da primeira infância. O ato de comprar, para a maioria, aparece mexendo com os sentimentos de gratificação e proteção que remetem a esta etapa inicial da vida da criança.
De forma simplificada pode-se explicar da seguinte maneira: Sabe-se que o recém-nascido obtém satisfação de suas necessidades através dos cuidados de sua mãe, ou de quem desempenha esse papel. Tal atividade garante a formação das primeiras relações sociais da pessoa com o mundo. O bebê tem sensação de completude quando vivencia esse momento de forma satisfatória com sua mãe.
Nessa mesma fase do desenvolvimento da criança (0 a 02 anos de idade) ela tende a incorporar e possuir os objetos que a cercam, ou seja, tende a levar tudo o que vê à boca, na tentativa de conhecer esses objetos. As pessoas que não passaram bem por essa fase, ficando fixadas nela, possivelmente, desenvolvem comportamentos consumistas, comprando muito na tentativa inconsciente de adquirir mais e mais objetos independente de sua utilidade prática. Pode se referir ainda, nesse mesmo contexto, àqueles que comem demais,bebem demais e fumam demais ou tudo isso ao mesmo tempo.
Entretanto, é perceptível a manipulação que o marketing realiza com seus apelos fascinantes em cima da fragilidade humana. Este instrumento de persuasão e sedução é utilizado em larga escala, potencializando uma necessidade que o indivíduo já possui, podendo causar interferência na capacidade de distinção entre o que se deve e o que não se deve ser comprado. Incide exatamente em cima das noções de necessidade e desejo que conjuntamente às questões psicológicas já mencionadas atinja um resultado imensurável.
Quando o comportamento consumista e a concomitante fusão do ser e do ter incomodam de forma significativa, implicando na diminuição da qualidade de vida, é recomendada uma psicoterapia.
Principalmente quando a pessoa nunca consegue se perceber satisfeita a não ser pela via da posse de algo. O consumismo realmente descontrolado, que ocorre mesmo independente das possibilidades econômicas da pessoa, pode evidenciar um comprometimento psíquico de maior relevância, ou um simples descontrole emocional momentâneo.
É importante ressaltar, contudo, que nem todo comportamento consumista é fruto de uma psicopatologia. Muitos convivem harmoniosamente com o seu desespero aquisitivo, evidenciando que essa é sua forma de estar no mundo e que isso não os incomodam em nada.
Também é interessante apontar que mesmo diante de uma sociedade basicamente consumista, muitas pessoas vivem sem se sentirem fascinadas ou mesmo hipnotizadas por vitrines extremamente bem elaboradas e promoções dos mais diversos tipos. Naturalmente, compram o que necessitam, sem depender desse procedimento para se sentirem felizes e realizadas.
* Denise Mendonça de Melo é psicóloga, formada pelo CESJF (Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora).
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Cultura de massa. Que venha o Fantasmão e o Psirico

Algumas atrações surgem como futuros fenômenos de comunicação de massa. O Fantasmão e o Psirico são um deles. Pensar em comunicação de massa nos faz remeter a cultura de massa, sociedade de massa e indústria cultural, o jornal é o maior exemplo, o rádio, ou para ser, mas atual os “telerádios” que são os programas na televisão com forte apelo popular, nos levando a viver na mira, entre todas as bocas e vendo que o povo é o forte elemento aglutinador. A comunicação de massa é feita de forma industrial, ou seja, em série para atingir um grande número de indivíduos, a sociedade de massa. Numa visão apocalíptica, ela é uma conversão da cultura em mercadoria, utilizada pelas classes dominantes de forma vertical para homogeneizar as massas.
A Indústria cultural é conseqüência da industrialização e do desenvolvimento de uma cultura de mercado e exerce um poder alienante sobre as massas. Ora, não existem fórmulas para o sucesso, e sim, reflexão sobre vida comum, desejos e necessidades na relação de poder. O povo da periferia começa a ter consciência sobre o mundo que está a sua volta. Trazendo com um tiro no pé a homogeneização oriunda do totalitarismo cultural.
A batida percussiva do Psi, como carinhosamente é chamado, e do Fantasmão misturado com letras fortes, elementos de hip hop, rap, funk, poderia ser um samba do crioulo doido, mas alimenta os desejos de uma comunidade buscando acesso a elementos de consumo. “Favela êh favela, respeite o povo que vem dela...”. É a mais pura verdade. Nunca as classes C, D e E consumiram tanto. Inclusive música e entretenimento. Assumindo gosto próprio e peculiar.
Acredito que os próximos anos serão de consolidação de um novo perfil de consumo oriundo da periferia. Precisamos entender este fenômeno e visualizar como uma grande oportunidade de estudo de comportamento e tendências. Cole na corda , num ritmo que vem de Angola, pois só beijar na boca não adianta.

