sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ser líder é ser competitivo. E se todos forem?


Nos tempos atuais pensar no Marketing é entender sua importância dentro do contexto global que nos encontramos. Um processo indispensável a qualquer organização seja ela qual for. Da escassez à inflação no mercado o mundo passou por várias mudanças, inclusive mudou o modo como nós nos comportamos perante os produtos que consumimos. Passamos a exigir mais qualidade em todo tipo de serviço que nos cerca, hotéis, restaurantes, padarias, lojas de departamentos, bancos, etc, queremos ser atendidos bem e rápido, e se no produto observarmos algum defeito que consideremos inadmissível ou nem tão grave assim, dificilmente voltaremos a comprá-lo além de “comunicar” a nossos amigos e conhecidos e reclamar e exigir nossos direitos.
Estudamos que o marketing parte da premissa de que se deve definir o público-alvo e descobrir o que esses consumidores querem e daí satisfazer suas necessidades e desejos da melhor forma possível. Tudo bem, você já deve ter ouvido falar a respeito, porém há um outro pensamento que é bem diferente desse. Muitas pessoas viveram em um período sem automóveis, televisão, geladeira, motocicleta, aparelho de som, cinema, ar condicionado, aviões, computadores e outros objetos e serviços de uso constante na sociedade atual. Mas será que tudo isso fez ou faz falta? Ninguém sente falta do que não conhece e nunca viu e se não viu não sabe se quer. É nesta idéia que trabalham os mais bem sucedidos profissionais do mundo, de que o cliente não sabe o que quer, é tarefa do marketing criar necessidades e desejos.
Os consumidores estão mais exigentes, portanto, estão vivendo num momento de extrema competição, onde vencerá aquele que tiver um produto de qualidade, agregando serviços a ele além de um excelente atendimento e antecipar-se ao mercado, OK? Absolutamente não. Primeiro quem não tiver um produto de qualidade já está fora do "jogo", qualidade já foi diferencial, hoje é condição de competição. O que vai ser decisivo para um cliente levar o seu produto ou o do concorrente é a maneira como ele o verá, o perceberá; ao seu produto deverá vir embutido explícito ou implicitamente um benefício, sendo capaz de provocar os sentidos naturais, suscitar emoções e produzir experiências inesquecíveis e isso tem pouco a ver com o marketing tradicional de características e benefícios. Logo depois vem a segunda parte - e talvez seja o mais difícil, porém um dos mais prazerosos trabalhos - que é a conquista da fidelidade do cliente, uma atividade essencialmente constante.
Ora, em mercados competitivos as empresas que estão em busca dessa fidelização podem pensar, planejar e agir , seguindo princípios parecidos. Facetas do mundo globalizado. Então , sentamos e choramos? Precisamos pensar em estratégias diferenciadas, ou melhor, precisamos ser diferentes. Diferentes em tudo. Olha não pense que isto não existe, pois entrei numa loja de conveniências de posto de gasolina e fui atendido por Jaciara. Olha, além de simpática, educada e muito bem treinada, ela me deu a sensação de que tudo pode ser diferente. Criou o ambiente de abordagem, cumprimentou-me, falou das promoções, percebeu que eu não bebia, e gostava de chá gelado, isto tudo anexou ao seu pensamento apenas com sua percepção, me observando. Como disse um grande professor: “Crie, conquiste, domine” (Philip Kotler). Seja líder , seja competitivo, mas seja diferente.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

GRP: uma ferramenta de aferição de esforço de comunicação


Os americanos criaram a GRP , que na realidade é abreviatura de Gross Rating Points, ou pontos de audiência bruta ,ou seja, tem a finalidade de medir a soma da audiência das inserções em programas de televisão, servindo como indicador de esforço de comunicação, avaliando a intensidade com a qual o anunciante está se comunicando com o público, utilizando aquela programação. Isto permite comparar programações diferentes e saber, por exemplo, qual é a mais forte. Podemos escolher qual a alternativa que dá a maior quantidade de comunicação pelo menor custo.
Um comercial é veiculado durante uma semana, quatro vezes, em uma novela com 60 pontos de audiência e duas vezes em um jornal com 55 pontos de audiência. Para calcular a quantidade ou volume de GRP dessa programação, basta somar as audiências de todas as inserções. Isto é: quatro inserções na novela com 60 pontos de audiência representam 240 GRP. Mais duas inserções no jornal com 55 pontos de audiência significam 110 GRP. Assim, temos 240 GRP mais 110 GRP, que totalizam 350 GRP.
Um plano com 550 GRPs é mais forte, ou seja, gera mais impacto do que um plano com 350 GRPs. Se um produto necessita de um grande impacto inicial, deve-se optar por um início de veiculação forte, maior quantidade de GRPs nas primeiras semanas, sendo reduzida no decorrer da campanha. Desta forma, deve-se ampliar o número de inserções para atingir um público maior de domicílios, isto se chama cobertura.
Um plano de comunicação eficaz passa pela análise de publico alvo, tentando mapear da melhor maneira possível os pontos de afinidade e priorizar os investimentos. Claro, os pontos de audiência são um sinalizador de raio de ação, por isso as estratégias precisam ter um cruzamento com sua audiência bruta, O GRP. Mais nem sempre quantidade é sinônimo de eficácia, pois duas programações com o mesmo volume de GRP podem não representar o mesmo resultado para o anunciante. É possível perceber isso ao analisar um exemplo bastante simples: Se um anunciante faz uma inserção de seu comercial em um programa com 50 pontos de audiência ou duas inserções em um programa com 25 pontos de audiência, ele tem o mesmo volume de GRP, ou seja, 50 GRP. A diferença é que, no primeiro caso, 50% das pessoas terão visto uma vez o seu comercial. No segundo, considerando um público cativo, 25% das pessoas terão visto duas vezes o comercial. Isto pode ajudar no processo de fixação de marca.
Percebemos então a importância de entendermos bem estes conceitos para encontramos alternativas de veiculação que levem em conta a quantidade de comunicação que você está comprando e o seu resultado diante do mercado consumidor.